13/06/2026
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Rafael Câmara: do kart à F2, com sonho de chegar à F1

Rafael Câmara: do kart à F2, com sonho de chegar à F1

Rafael Câmara, piloto da Invicta Racing e integrante da Ferrari Driver Academy, vive um momento de ascensão na carreira. O pernambucano conquistou na sexta-feira (12) sua segunda pole position consecutiva na Fórmula 2, na etapa de Barcelona, e largará na posição de honra na corrida principal deste domingo.

Em entrevista à coluna Alta Velocidade, Rafael falou sobre o início da trajetória no kart, a mudança para a Europa, a adaptação à Fórmula 2 e a experiência de testar um carro de Fórmula 1.

O piloto começou no automobilismo em 2011, aos seis anos, por influência do irmão. “Meu pai tinha um amigo cujo filho corria de kart e resolveu dar uma chance para o meu irmão. Ele andou um pouco em Recife, mas não gostou tanto quanto eu. Eu sempre acompanhava e, quando ele parou, fiquei insistindo para o meu pai me deixar correr”, disse.

Na infância, Rafael não imaginava uma carreira profissional. “Quando você é criança, não tem noção se aquilo vai virar algo sério ou não. Você faz pela paixão. Começou como uma brincadeira e acabou ficando sério.”

Ele correu de kart até os 15 anos. Começou em Recife, depois a família se mudou para São Paulo. Mais tarde, foi para os Estados Unidos e também correu na Europa. A transição para os monopostos ocorreu na Fórmula 4 Italiana e na Fórmula 4 Alemã, disputando os dois campeonatos no mesmo ano. Também participou da F4 dos Emirados Árabes Unidos, que serviu como pré-temporada. Esse período coincidiu com a pandemia de Covid-19, o que fez com que ele perdesse algumas etapas.

Rafael sentiu que os resultados começaram a aparecer na FRECA. Ele fez dois anos na categoria. No primeiro, terminou em quinto lugar. No segundo, conquistou o campeonato, o que abriu a oportunidade de subir para a Fórmula 3, pela Trident. Depois, surgiu a oportunidade de ir para a Invicta.

Sobre a adaptação da Fórmula 3 para a Fórmula 2, o piloto afirmou que foi tranquila e natural. “Desde o primeiro dia me senti confortável com o carro e com a equipe. Existem diferenças, como os freios de carbono e o turbo, que são o que o piloto mais sente. Também há o trabalho de manter os freios na temperatura ideal. Mas nada foi complicado.”

Rafael venceu recentemente uma corrida de apoio em Barcelona. Ele destacou que a vitória traz confiança, mas que o foco continua nas corridas da Fórmula 2. Sobre a experiência de pilotar um carro de Fórmula 1, ele disse que foi algo especial. “Parece até outro esporte, outro nível. Meus pais estavam lá e isso tornou tudo mais marcante. Foram dois dias de testes que me ensinaram muito sobre o funcionamento de um carro e de uma equipe de F1.”

O piloto também comentou sobre o apoio da torcida brasileira, que está acompanhando sua trajetória mais de perto. “Com certeza. É muito legal sentir esse apoio”, afirmou.

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