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Durigan: cautela na retirada de subsídio de combustível

Por GDS Notícias · · 2 min de leitura
Durigan: cautela na retirada de subsídio de combustível
Foto: Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que o governo precisa agir com cautela na retirada de subsídios dos combustíveis, diante da nova alta do petróleo. Em entrevista à Rádio Gaúcha, ele disse que gostaria de retirar parte das medidas para a gasolina na próxima semana.

"Ontem (quarta-feira, 8) o petróleo voltou a subir para US$ 80 e aí temos que adotar com cautela a retirada de subsídio. Essa semana eu ia anunciar a retirada da gasolina, vou analisar a retirada na próxima semana porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo. Semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina seja parcial ou totalmente como próximo passo", afirmou Durigan.

Durigan declarou ainda que o aumento da mistura de etanol na gasolina está mantido e deve ocorrer nos próximos dias. Ele explicou que o cancelamento da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) foi motivado pela guerra e que o aumento da mistura está garantido.

"Foi suspensa ontem em razão da guerra. Como a gente estava com a mudança nos indicadores, nos preços, durante a reunião, a gente vai aguardar para fazer essa avaliação e ver se tem alguma outra medida que estamos estudando que seria necessária no CNPE. Isso não afeta a decisão do E32", completou.

Sobre o biodiesel, Durigan afirmou que a discussão é mais técnica e envolve a capacidade da infraestrutura atual dos carros de receber uma mistura maior no diesel. Ele acrescentou que o governo quer aumentar a proporção de biodiesel no diesel ainda neste ano.

Aumento do petróleo e impacto nos preços

A alta do petróleo no mercado internacional, que voltou a superar os US$ 80 o barril, é o principal fator que levou o governo a adiar a decisão sobre a retirada dos subsídios. Segundo Durigan, o preço da gasolina já sofreu um impacto diferente do previsto inicialmente, o que exige uma análise mais cuidadosa antes de qualquer medida.

O ministro reforçou que a retirada dos subsídios, seja parcial ou total, depende da evolução dos preços do petróleo nas próximas semanas. A decisão final deve ser anunciada após nova avaliação dos indicadores de mercado.

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