Delúbio nega que candidatura seja para resgatar imagem
Ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, 70, afirmou que sua pré-candidatura a deputado federal em 2026 não tem o objetivo de resgatar sua imagem após os escândalos do mensalão e da…

Ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, 70, afirmou que sua pré-candidatura a deputado federal em 2026 não tem o objetivo de resgatar sua imagem após os escândalos do mensalão e da Lava Jato. “Não estamos voltando para ter resgate de nada. É porque há uma necessidade de ampliar a bancada do PT”, disse ele em entrevista.
Delúbio foi preso duas vezes e condenado por seu envolvimento nos esquemas. Ele nega as acusações e se refere ao mensalão como “ação penal 470”, número do processo no STF. Para ele, a denúncia foi o início de uma perseguição política ao PT. Ele admite a existência de caixa dois em campanhas petistas, mas nega o pagamento de mesada a deputados.
O ex-tesoureiro cumpriu mais de dois anos de prisão pelo mensalão e recebeu indulto em 2016. Pela Lava Jato, foi condenado a seis anos, mas a sentença foi anulada pelo STJ em 2023, que entendeu que o caso deveria ter tramitado na Justiça Eleitoral.
Além de Delúbio, outros condenados no mensalão também devem tentar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado João Paulo Cunha. Delúbio afirma que a volta de todos é para fortalecer a bancada do partido e ajudar o governo Lula.
Ele defende pautas como a melhoria do setor de energia em Goiás, a ampliação do transporte e a criação de um fundo soberano para a educação básica. Sobre a negociação com o Congresso, ele diz que os deputados votam de acordo com os interesses de quem os financiou.
Delúbio afirma não guardar mágoas de sua expulsão do PT, partido que ajudou a fundar. Ele diz que a fase de dificuldades foi superada e que quer continuar lutando por um “Brasil sem fome, solidário e soberano”.