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Caiado compara Lulinha a Flávio Bolsonaro: 'O rei protege o príncipe

Por GDS Notícias · · 2 min de leitura
Caiado compara Lulinha a Flávio Bolsonaro: 'O rei protege o príncipe
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O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), comparou a situação do filho do presidente Lula com a do ex-presidente Jair Bolsonaro. A fala ocorreu após o STF autorizar uma investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Caiado afirmou que o caso mostra um “filho investigado por vender acesso ao governo e o pai que finge não ver”. Ele disse que essa é a “novela política chamada PT” e que o país vive “uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe”. O ex-governador disse que a declaração pode ser interpretada para outros casos, mas não citou o nome de Flávio Bolsonaro diretamente.

O inquérito foi aberto pelo ministro André Mendonça após pedido da Polícia Federal na última sexta-feira (24). A PF investiga possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização para a comercialização de cannabis medicinal. O caso tem ligações com o Ministério da Saúde e o gabinete da Presidência. A defesa de Lulinha nega qualquer ilegalidade.

Em uma transmissão nas redes sociais nesta quinta (30), Flávio Bolsonaro comentou as investigações envolvendo Lulinha no caso do INSS. Ele acusou o governo de tentar interferir na PF para atrapalhar as apurações e comparou com os inquéritos que atingem bolsonaristas. “Para o Lulinha, está faltando braço, está faltando gente”, disse.

Outros políticos da oposição também criticaram Lula. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou uma notícia sobre o caso e escreveu: “Filho de Lula…. Lulinha é”. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, disse em rede social: “Cada enxadada uma minhoca”. O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou que tudo deve ser investigado “doa a quem doer” e criticou o uso do Ministério da Saúde como “balcão de negócio da família”.

Em um podcast nesta quinta, Lula afirmou que não vai usar o cargo para proteger o filho. “Ele não tem o direito de errar. Não vão usar meu cargo para proteger [Lulinha]. Ele vai ter que provar que é inocente como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra”, disse o presidente.

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