O Exército de Israel afirmou na noite deste sábado (6) ter atacado cerca de 150 posições do grupo libanês Hezbollah nas últimas 48 horas, na região sul do Líbano. Os alvos incluíram depósitos de armas, quartéis-generais e lançadores de mísseis ou foguetes, conforme comunicado militar israelense.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, criticou os ataques israelenses, classificando-os como incessantes e impunes, apesar de um cessar-fogo que estaria em vigor no país.
O Líbano foi arrastado para o conflito regional em 2 de março, quando o Hezbollah iniciou ataques contra Israel em retaliação à morte do líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. A escalada na fronteira libanesa é um dos pontos de tensão nas negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã. Teerã condiciona um avanço nas conversas a um cessar-fogo no Líbano, como parte de um eventual acordo para encerrar a guerra na região.
Conflito no Oriente Médio
A guerra no Oriente Médio teve início em outubro de 2023, após ataques do Hamas contra Israel. Desde então, o conflito se expandiu para outras frentes, incluindo o sul do Líbano, onde o Hezbollah atua como aliado do Irã. As hostilidades já causaram milhares de mortos e deslocamentos em ambos os lados da fronteira.
As negociações mediadas pelos Estados Unidos buscam um acordo que inclua a retirada de forças estrangeiras e o fim dos bombardeios. No entanto, os recentes ataques israelenses no Líbano complicam o diálogo, enquanto o Hezbollah mantém sua posição de continuar os ataques até que haja uma trégua definitiva.
A situação humanitária no Líbano se agravou com os bombardeios, afetando civis e infraestrutura. Organizações internacionais pedem contenção e o respeito ao cessar-fogo, mas os confrontos persistem.
