O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira, 1º, que pretende formar uma maioria de direita no Congresso Nacional com quórum para aprovar mudanças constitucionais. A declaração foi dada durante o evento Eloos Itatiaia, em Belo Horizonte.
Segundo o senador, essa maioria parlamentar alinhada ao governo evitaria “decisões monocráticas” que comprometem projetos de infraestrutura, como a Ferrogrão. Ele citou também questões de demarcação de terras indígenas e licenciamentos ambientais, que seriam afetados por insegurança jurídica.
Flávio defendeu uma “redução drástica” no número de ministérios e cargos da máquina federal. Ele afirmou que, em uma rodada internacional, ouviu de investidores que eles deixam de investir no Brasil por causa da insegurança jurídica, da corrupção e da imprevisibilidade.
O senador criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o agronegócio está endividado por causa da “gastança desenfreada” da gestão petista. Ele disse que a carga tributária ultrapassou 32% do PIB e que a dívida pública se aproxima de R$ 10 trilhões.
Flávio pregou a desburocratização da máquina pública e a venda de participações do governo federal em empresas privadas. Ele criaria uma secretaria nacional dedicada ao tema. “O primeiro passo é dar o exemplo: reduzir a quantidade de ministérios de forma drástica”, afirmou.
O senador defendeu reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados e acelerar a exploração de petróleo na Margem Equatorial. Sobre o petróleo, ele propôs rever modelos de leilão para elevar a arrecadação, com cobrança maior de outorga inicial.
Flávio fez uma ressalva de que a redução de gastos públicos não deve ocorrer às custas da população mais vulnerável. Ele defendeu o aproveitamento de ativos da União para gerar caixa e reduzir impostos. Segundo ele, imóveis federais avaliados em mais de R$ 1 trilhão geram despesas anuais superiores a R$ 300 milhões.
