GDS Notícias
Entretenimento

Pedro Pascal revela desafio e lidera Behemoth

Por GDS Notícias · · 3 min de leitura

O ator Pedro Pascal afirmou que aprender a tocar violoncelo para seu papel no filme "Behemoth!" foi a tarefa mais difícil que já enfrentou em sua carreira. Em entrevista à Vanity Fair, ele disse que a experiência superou os desafios de cenas de ação em produções como "Game of Thrones" e "Gladiador II". "Segurar um arco corretamente sozinho já leva uma aula de um dia, e isso é rápido", explicou. "Foi dez vezes mais difícil do que qualquer uma dessas coisas por causa da maldita violoncelo. Estar em uma arena de gladiadores ou pendurado em um arnês não se compara a aprender a tocar violoncelo e parecer convincente enquanto executa Tchaikovsky."

O filme marca o retorno do diretor Tony Gilroy ao cinema com seu primeiro longa desde "O Legado Bourne" (2012). Inicialmente, o papel principal seria de Oscar Isaac, que deixou a produção em agosto. Gilroy considerou abandonar o projeto, mas escalou Pascal após uma reunião de três horas. "Ele é muito inteligente sobre como ser uma estrela de cinema e, acima de tudo, está completamente disposto e ansioso para entrar em uma conversa honesta e sem reservas", disse o diretor.

Na trama, Pascal interpreta Alex, um violoncelista prodígio que retorna a Los Angeles e ingressa no mundo da composição musical para Hollywood após décadas tocando em orquestras pelo país. O ator, de 51 anos, disse que se identificou com a história. "Havia algo nessa história que me conectou de forma cerebral e emocional. Alex não é uma estrela do rock. Ele é alguém cuja primeira língua é a música. É uma carta de amor à música e ao cinema. É sobre família, legado e cura."

Para o papel, Pascal passou por treinamento musical intenso, baseando-se em aulas de piano na infância e em seu conhecimento como fã de cinema. Ele também contou com a ajuda de seu amor por trilhas sonoras de filmes como "Footloose" e "Flashdance", que o levaram a admirar compositores como John Williams e Thomas Newman.

Gilroy, que até os 25 anos queria ser músico de rock, passou um ano entrevistando músicos de estúdio para escrever o roteiro. O filme conta com nove compositores diferentes para criar as trilhas sonoras dos filmes fictícios dentro de "Behemoth!". Entre eles estão Michael Abels, Emily Bear, Michael Giacchino e Alan Silvestri. O diretor explicou que a decisão de usar vários compositores foi intencional, pois cada peça musical no filme tem uma função e uma voz distintas.

Apesar da inovação, a música do filme pode não ser elegível para o Oscar. As regras atuais da Academia permitem que até três compositores recebam o prêmio individualmente. Gilroy comentou que a resistência a ter nove compositores vem do receio de não ser indicado ao Oscar em um filme sobre música de cinema.

O diretor disse que o objetivo maior de "Behemoth!" é revitalizar uma indústria que considera "sob cerco". Ele destacou que muitos músicos talentosos baseados em Los Angeles estão disponíveis porque grande parte da composição de trilhas sonoras foi transferida para o exterior, já que os músicos são pagos com resíduos e royalties em vez de valores fixos. "Este filme é um recife de coral. É uma coisa ameaçada", afirmou.

O elenco de apoio inclui Hank Azaria como o pai de Alex, Will Arnett como seu irmão, Eva Victor como uma violoncelista que se envolve romanticamente com o protagonista e Olivia Wilde como a ex-namorada de Alex. Gilroy descreveu o tom do filme como tendo "pó de fada, capricho e farsa".

Compartilhar: WhatsApp Facebook X