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OpenAI abre escritório no Brasil e anuncia parcerias locais

Empresa por trás do ChatGPT instala equipe em São Paulo depois de o Brasil se tornar um dos três maiores mercados do chatbot no mundo

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OpenAI abre escritório no Brasil e anuncia parcerias locais

A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, formalizou nesta quinta-feira (27) a abertura de uma operação comercial no Brasil, com escritório em São Paulo. O anúncio foi feito depois de o país se consolidar como um dos três maiores mercados do chatbot no mundo em número de usuários ativos semanais, segundo dados divulgados pela própria empresa e replicados por UAI, SpaceMoney, Gazeta Brazilian News e Portal Tela.

De acordo com a companhia, o número de usuários brasileiros do ChatGPT quase dobrou no último ano, e o país registra cerca de 215 milhões de mensagens enviadas por dia à ferramenta. O Brasil também aparece como o mercado com a maior proporção de uso de imagens do ChatGPT no mundo e figura entre os cinco países que mais utilizam os recursos de voz e ditado, com o número de usuários semanais desse tipo de interação também dobrando em doze meses.

A nova equipe brasileira, segundo a Gazeta Brazilian News e o Portal Tela, vai atender empresas, desenvolvedores, pesquisadores e órgãos públicos. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em quantidade de desenvolvedores que usam a API da OpenAI, tecnologia que permite integrar os modelos da empresa a sites, aplicativos e sistemas corporativos, e é o maior mercado do Codex, ferramenta de programação da companhia, na América Latina.

Quem é afetado pela chegada da OpenAI ao Brasil

A expansão tem efeito direto sobre instituições de ensino, hospitais, escritórios de advocacia, pequenos empresários e a administração pública, que passam a contar com parcerias formais com a empresa. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) vai receber contas do ChatGPT Edu para estudantes, professores e funcionários, além de créditos para uso de modelos avançados e do Codex, conforme informou a Gazeta Brazilian News.

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) vai integrar um estudo sobre como centros de pesquisa podem transformar o acesso à inteligência artificial em resultados científicos concretos. Já o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP avaliará um projeto de organização de informações clínicas dentro do sistema público de saúde, com a OpenAI afirmando que a decisão médica e a supervisão humana serão preservadas, segundo a mesma reportagem.

No setor jurídico, a OpenAI vai desenvolver com a startup brasileira Enter um programa de treinamento para advogados, com foco no uso crítico e responsável do ChatGPT. Pequenos empresários também serão contemplados: em parceria com a organização Estímulo, a empresa vai oferecer capacitação gratuita sobre aplicações de inteligência artificial em marketing, vendas, atendimento, finanças e gestão, de acordo com a Gazeta Brazilian News.

Na administração pública, a OpenAI assinou um memorando de entendimento com a Prefeitura de São Paulo, por meio da Prodam, empresa municipal de processamento de dados, para estudar o uso da tecnologia em serviços públicos municipais.

O que fazer na prática com o avanço da IA no Brasil

Para o usuário comum, a chegada da operação formal não altera o funcionamento do ChatGPT, que já estava disponível no país antes do anúncio. A mudança é estrutural: a OpenAI passa a ter equipe local para negociar contratos, formar parcerias institucionais e atender empresas brasileiras diretamente, o que pode acelerar a adoção da ferramenta em setores como educação, saúde e serviço público.

Estudantes do ITA e profissionais que participarem dos programas com a Enter e a Estímulo devem observar os canais oficiais dessas instituições para saber como acessar os créditos e treinamentos anunciados, já que os detalhes de inscrição não foram divulgados nas reportagens consultadas. Empresas que já usam a API da OpenAI para integrar inteligência artificial a seus sistemas não precisam agir imediatamente, mas podem esperar suporte mais próximo com a presença local da empresa.

Um estudo do RegLab, financiado pela OpenAI e citado pela Gazeta Brazilian News, projeta que a inteligência artificial pode acrescentar quase R$ 1 trilhão à economia brasileira até 2030. A estimativa depende de fatores como velocidade de adoção da tecnologia, infraestrutura disponível e qualificação da força de trabalho, e não deve ser lida como número garantido.

O que ainda falta esclarecer

A OpenAI não informou o número exato de usuários do ChatGPT no Brasil, apenas a variação percentual de crescimento, segundo apontou o SpaceMoney. Também não há prazo definido para a implementação completa das parcerias com ITA, IMPA, Hospital das Clínicas e Prefeitura de São Paulo, nem detalhes sobre custos ou modelos de acesso para o público em geral.

Quem quiser acompanhar o desdobramento prático dessas iniciativas deve observar os canais das próprias instituições parceiras, já que a OpenAI concentrou o anúncio em dados de uso e intenções de colaboração, sem cronograma detalhado. A expectativa, segundo a empresa, é que a equipe brasileira ajude organizações a identificar aplicações da inteligência artificial e a estabelecer regras de governança, mas a extensão desse suporte ainda depende de como os acordos avançarem nos próximos meses.

Fontes consultadas

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