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Secretário do DF cobra bancos por aval a socorro do BRB

Por GDS Notícias · · 2 min de leitura
Secretário do DF cobra bancos por aval a socorro do BRB
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O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino José de Oliveira, afirmou que não espera uma decisão liminar do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para obrigar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a emprestar dinheiro ao Banco de Brasília (BRB). A declaração foi dada em entrevista publicada nesta segunda-feira.

O BRB enfrenta uma crise de confiança, possui um déficit bilionário e não divulga seus balanços desde que se envolveu com o Banco Master. Para Valdivino, a audiência de conciliação marcada para quinta-feira, dia 13, servirá para esclarecer por que os grandes bancos do país não aceitaram dar o aval para a operação. Segundo ele, a proposta teria partido do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

“Há interesses claros do sistema financeiro que não são postos à mesa”, disse o secretário. Ele citou que alguns bancos teriam interesse em comprar o BRB por um valor simbólico e estariam criando uma narrativa que mistura o plano de negócios do banco com a operação de crédito, que envolve apenas o FGC e o Distrito Federal.

Valdivino também pretende apresentar ao governo, aos bancos e ao STF os resultados do que chamou de choque de gestão promovido pela administração de Celina Leão (PP). Segundo ele, as contas públicas do DF melhoraram e o empréstimo será quitado sem depender de repasse de lucros do BRB.

O secretário afirmou que, ao assumir a pasta em 1º de março, a capacidade de pagamento do DF era precária. Ele disse que fez um ajuste fiscal e trocou o sistema de gestão, considerado por ele amador, por um modelo mais profissional. Com os dados de 31 de julho, a projeção da Capacidade de Pagamento (Capag) seria “A”, caso o ano terminasse naquele mês.

Em quatro meses, conforme Valdivino, o governo saiu de um déficit projetado de R$ 5 bilhões e um débito de R$ 1,9 bilhão para um superávit de R$ 3 bilhões em julho. A meta é encerrar o ano com R$ 5 bilhões de saldo positivo. Ele negou que haja pagamentos represados e afirmou que foram cortados gastos com festas e fomento.

Entre as medidas adotadas estão a centralização do empenho de despesas e a determinação de que ao menos 15% das receitas sejam aplicadas em despesas de capital. O secretário também citou o aumento da arrecadação, com meta de crescimento de R$ 2 bilhões entre maio e dezembro, por meio de fiscalização mais rígida.

Sobre a necessidade do empréstimo, Valdivino explicou que o GDF não pode usar todo o caixa disponível. A operação prevê R$ 6,6 bilhões do FGC e mais R$ 2 bilhões de aporte próprio do governo até o fim do ano. Ele acrescentou que o BRB ainda não atingiu os índices de Basileia, mas passará a ter patrimônio positivo após a capitalização.

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