GDS Notícias
Notícias

Irã ameaça atacar EUA no Golfo após bombardeios

Por GDS Notícias · · 3 min de leitura
Irã ameaça atacar EUA no Golfo após bombardeios
estreito de ormuz

O Irã afirmou nesta quinta-feira (16) que o estreito de Hormuz é uma “linha vermelha” inviolável e advertiu que atacará infraestrutura americana na região do Golfo caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra a ameaça de bombardear instalações energéticas iranianas.

Os EUA mantêm bases militares em diversos países aliados do Golfo. Washington realizou, na quarta-feira (15), a quinta noite consecutiva de bombardeios e restabeleceu um bloqueio naval aos portos iranianos. Segundo a Casa Branca, a ofensiva busca forçar a reabertura do estreito de Hormuz.

A via marítima voltou a ser bloqueada por Teerã no último sábado após o colapso de uma frágil trégua entre os países. Após os primeiros bombardeios da nova ofensiva, na noite de quarta-feira, o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, divulgou uma declaração afirmando que o país trava uma “guerra essencial e existencial” contra Washington.

O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, declarou nesta quinta que o estreito de Hormuz, por onde passava cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás antes da guerra, é uma “linha vermelha” para o Irã.

“Os americanos acreditaram que, ao atacar algumas de nossas bases na costa sul do país, poderiam assumir o controle [da via marítima]. No entanto, a República Islâmica do Irã tem capacidade para exercer controle sobre Hormuz a partir de todos os pontos de seu território, e isso nunca depende exclusivamente de costas ou ilhas”, afirmou.

Segundo três autoridades americanas ouvidas pela Reuters, os ataques destinados a forçar a reabertura de Hormuz também miram instalações militares iranianas que Washington pretende destruir antes de lançar operações mais complexas. Na terça-feira (14), Trump disse que atacará usinas de energia e pontes iranianas na próxima semana, caso Teerã não retomasse as negociações.

O Irã pediu aos seus aliados houthis, no Iêmen, para bloquear a passagem do estreito de Bab el-Mandeb, porta de entrada para o Mar Vermelho, caso Trump cumpra as ameaças, segundo três pessoas ouvidas pela Reuters nesta quinta. A medida abriria uma nova frente de confronto com Washington e colocaria em risco outra das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás.

Uma pessoa próxima aos houthis afirmou que o grupo concluiu os preparativos para atacar embarcações, posicionando mísseis e drones nas proximidades de Bab el-Mandeb, nas montanhas do Iêmen com vista para Hodeidah e o Golfo de Áden, e aguarda apenas a ordem para iniciar as operações.

Akraminia declarou que, se Trump cumprir a ameaça, as Forças Armadas iranianas atacarão “toda a infraestrutura [americana] remanescente” da região e que a resposta será mais severa, mais ampla e mais destrutiva do que os ataques anteriores.

O Irã informou nesta quinta que atingiu bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e na Jordânia, alertando seus vizinhos de que permitir ataques americanos contra seu território não ficará sem resposta. “Nossos vizinhos devem saber que fornecer bases aos americanos e permitir que disparem contra o território iraniano é inaceitável e não ficará sem resposta”, afirmou o Exército iraniano em comunicado.

No início da manhã desta quinta-feira, no Oriente Médio, sirenes soaram no Bahrein, enquanto o Kuwait informou que estava respondendo a “ameaças de drones hostis”. O Exército iraniano declarou ter atacado a Base Aérea de Al Azraq, na Jordânia, com mísseis balísticos.

Já a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído o centro de comunicações por satélite e o radar de alerta antecipado da Base Aérea Ali Al Salem, além de um píer militar dos EUA na região de Al Shuaiba, no Kuwait. O Ministério da Defesa do Bahrein informou que os sistemas de defesa aérea do país interceptaram e destruíram diversos ataques aéreos iranianos direcionados ao reino nesta quinta-feira.

A mais recente escalada do conflito e as ameaças do Irã aumentam o temor de um retorno a uma guerra em grande escala no Oriente Médio.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X