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Bolsa abre após atraso na B3; dólar sobe com Fed no radar

Por GDS Notícias · · 3 min de leitura
Bolsa abre após atraso na B3; dólar sobe com Fed no radar
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A Bolsa brasileira iniciou as negociações por volta das 12h45 desta sexta-feira (31), com um atraso de quase três horas devido a problemas operacionais na B3. O dólar operava em alta no mesmo dia, com os investidores monitorando a temporada de balanços corporativos e os indicadores econômicos dos Estados Unidos divulgados na véspera, que reforçaram a expectativa de que o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) possa adotar uma política monetária menos restritiva nos próximos meses.

Às 14h55, a moeda norte-americana subia 0,18%, cotada a R$ 5,071. A Bolsa deveria ter aberto às 10h, mas a B3 comunicou um atraso na abertura da negociação de ativos. Segundo a Bolsa, os ativos cambiais e os demais permaneceram em leilão até a normalização do sistema. Em nota, a B3 informou que a negociação de todos os ativos foi retomada às 12h30, mas os contratos de dólar padrão já negociavam desde as 9h35. O atraso foi causado por uma intercorrência operacional em um componente tecnológico do ambiente de pós-negociação.

Às 14h50, a Bolsa operava em alta de 0,63%, aos 178.278 pontos. As ações do Santander Brasil (SANB11) avançavam 13,34% às 15h, cotadas a R$ 28,62. Na quinta-feira (30), o banco anunciou a intenção de lançar uma oferta pública para adquirir todas as ações em circulação de sua operação brasileira, que representam cerca de 10% do capital social do Santander Brasil. A proposta prevê uma oferta de permuta, na qual os acionistas do Santander Brasil receberiam novas ações emitidas pelo Santander global e listadas no Brasil.

Em Wall Street, os principais índices operavam em alta nesta sexta. Às 15h01, o S&P 500 avançava 0,61%, o Dow Jones tinha alta de 0,55% e o Nasdaq avançava 0,82%. Na véspera, o Dow Jones subiu 1,19%, o S&P 500 avançou 1,67% e o Nasdaq ganhou 2,78%. Segundo Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, o desempenho dos mercados tem sido impulsionado principalmente pelos resultados corporativos, em especial das empresas de tecnologia. Ele destaca os balanços de Microsoft e Amazon, que foram impulsionados pelo segmento de computação em nuvem, ligado aos avanços em inteligência artificial.

Na última quarta (29), o Fed manteve a taxa de juros na faixa de 3,5% a 3,75% pela quinta reunião consecutiva. Kevin Warsh, presidente do Fed, voltou a defender a meta de inflação de 2% e admitiu desconforto com os preços ainda elevados nos EUA. Para Yamashita, a agenda de resultados corporativos deixou em segundo plano o conflito no Oriente Médio, embora as tensões na região continuem sendo acompanhadas e sustentem a alta dos preços do petróleo. Às 15h02, o barril do Brent era negociado a US$ 88, com alta de 1,31%.

No Brasil, os investidores acompanham o cenário fiscal. A dívida bruta do país subiu mais do que o esperado em junho, quando o setor público consolidado registrou déficit primário acima das expectativas, segundo dados do Banco Central. A dívida pública bruta como proporção do PIB fechou junho em 81,9%, ante 81% em maio. A dívida líquida do setor público passou de 67,9% para 68,5% do PIB. Para Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, os números das contas públicas reforçam a necessidade de cautela por parte dos investidores.

As taxas dos juros futuros exibiam leves altas no início da tarde desta sexta, após começarem a operar com atraso em razão do problema técnico na B3. Às 12h50, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,93%, alta de 0,04 ponto percentual. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,715%, com elevação de 0,04 ponto percentual. O movimento acompanhava a alta dos rendimentos dos Treasuries, que avançavam pela terceira sessão consecutiva, enquanto os investidores seguiam repercutindo a decisão de política monetária do Fed. Às 12h50, o rendimento do Treasury de dez anos subia para 4,733%.

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