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Qual geladeira consome menos energia e como comparar de verdade

Por Belmira Nogueira · · 5 min de leitura
Etiqueta de eficiência energética afixada em porta de geladeira

É o aparelho que fica ligado vinte e quatro horas por dia, todos os dias do ano, e por isso pesa tanto na conta. Descobrir qual geladeira consome menos energia exige olhar um número específico da etiqueta, e não a letra grande que todo mundo compara.

Qual geladeira consome menos energia: o número que importa

A etiqueta nacional de eficiência traz o consumo em quilowatt-hora por mês. Esse é o dado comparável entre modelos e o único que permite calcular quanto o aparelho custará por ano na sua tarifa.

A letra do selo classifica o aparelho dentro da própria categoria, comparando-o com produtos semelhantes. Isso significa que um modelo grande classificado com a melhor letra pode consumir mais que um modelo pequeno de letra inferior, porque as categorias são diferentes.

O que mais influencia o consumo

FatorPeso no consumo
Tipo de compressorAlto, rotação variável economiza bastante
Capacidade em litrosAlto, volume maior exige mais
Sistema de degeloMédio, ciclos automáticos gastam
Ventilação em voltaMédio, aparelho apertado gasta mais
Temperatura do ambienteMédio, cozinha quente eleva o gasto
Vedação das portasAlto quando está ruim

A última linha é a que mais surpreende. Borracha ressecada deixa entrar ar quente continuamente, e o compressor compensa isso ficando ligado quase o tempo todo. É a falha mais barata de corrigir e a que mais devolve economia imediata.

Como fazer a conta antes de comprar

  1. Anote o consumo mensal em quilowatt-hora de cada candidato.
  2. Pegue o valor do quilowatt-hora na sua conta de luz.
  3. Multiplique um pelo outro para achar o custo mensal.
  4. Multiplique por doze e compare os candidatos ao longo do ano.
  5. Projete para dez anos, que é a vida útil típica.

O quinto passo muda decisões. Uma diferença que parece irrelevante por mês vira um valor considerável em uma década, e às vezes justifica pagar mais caro num modelo mais eficiente logo na compra.

O que você pode fazer com o aparelho que já tem

  • Afaste da parede e libere as folgas laterais e superior.
  • Limpe o condensador traseiro, onde a poeira se acumula.
  • Teste a vedação prendendo uma folha de papel na porta fechada.
  • Evite instalar ao lado do fogão ou sob sol direto.
  • Não guarde comida quente nem deixe a porta aberta pensando.
  • Regule o termostato para o nível intermediário, não o máximo.

A segunda dica costuma render a maior economia em aparelhos antigos. A grade traseira dissipa calor, e coberta de poeira ela perde eficiência, forçando o compressor a trabalhar mais para o mesmo resultado.

Quanto pesa na conta de uma casa

Vale dimensionar a importância do assunto. A geladeira costuma aparecer entre os maiores consumidores da residência, ao lado do chuveiro elétrico e do ar-condicionado, e é o único dos três que funciona ininterruptamente, todos os dias do ano.

Essa característica muda a lógica da economia. No chuveiro, o ganho vem de reduzir o tempo de uso. Na geladeira, não há como reduzir o uso, então tudo depende da eficiência do equipamento e das condições de instalação, que são decisões tomadas uma única vez.

Os erros de instalação que custam caro todo mês

  1. Encostar o fundo na parede, impedindo a dissipação do calor.
  2. Instalar ao lado do fogão ou de qualquer fonte de calor.
  3. Colocar em local com sol direto em parte do dia.
  4. Embutir sem as folgas especificadas pelo fabricante.
  5. Deixar o aparelho desnivelado, prejudicando a vedação das portas.

O primeiro item é quase universal em cozinha apertada e responde por uma parcela relevante do consumo excedente. O condensador precisa de ar circulando para trocar calor, e a parede encostada transforma essa troca em um esforço contínuo do compressor.

Corrigir isso não custa nada e o efeito aparece já no mês seguinte, tanto na conta quanto no tempo em que o aparelho fica ligado.

Compressor de rotação variável vale o preço?

Ele ajusta a velocidade conforme a necessidade, em vez de ligar no máximo e desligar. O resultado é menos consumo, menos ruído e menos oscilação de temperatura interna, que também preserva melhor os alimentos.

A diferença de preço se dilui ao longo dos anos para quem pretende ficar muito tempo com o aparelho. Para uso curto, de dois ou três anos, dificilmente se paga, e nesse caso vale considerar rotas de economia na compra, como onde comprar geladeira de mostruário.

O que a etiqueta não conta

O consumo declarado é medido em condições padronizadas de laboratório, com o aparelho vazio, em temperatura ambiente controlada e sem abertura de portas. A sua cozinha não se parece com isso, e o gasto real costuma ficar acima do número impresso.

Isso não invalida a etiqueta, porque todos os modelos são medidos da mesma forma, o que a torna perfeitamente útil para comparar candidatos entre si. O que ela não permite é prever com exatidão o valor que aparecerá na sua conta, e é por isso que a instalação e os hábitos de uso pesam tanto quanto a escolha do produto.

Tamanho certo economiza mais que qualquer recurso

Aparelho grande demais para a família gasta energia refrigerando espaço vazio o ano inteiro. Aparelho pequeno demais fica lotado, o ar não circula direito e a eficiência despenca. Acertar o volume é o ajuste de maior retorno.

Na hora de escolher entre dois modelos de marcas concorrentes com consumo parecido, o desempate costuma vir de outros fatores, comparados em qual geladeira é melhor, Brastemp ou Electrolux.

Perguntas frequentes sobre consumo de geladeira

Selo A garante o menor consumo?

Não entre categorias diferentes. A letra compara o aparelho com semelhantes, então um modelo grande com selo A pode gastar mais que um pequeno com selo inferior.

Quanto uma geladeira gasta por mês?

Varia muito por modelo e tamanho. O número exato está na etiqueta, em quilowatt-hora por mês, e basta multiplicar pela tarifa da sua conta de luz.

Deixar no máximo gela mais rápido?

Gela um pouco mais rápido e consome bem mais, sem ganho real de conservação. O ajuste intermediário atende à maioria das situações domésticas.

Aparelho cheio gasta mais?

Aparelho moderadamente cheio ajuda a manter a temperatura estável. O problema é o extremo: vazio demais desperdiça e lotado demais impede a circulação do ar.

Vale trocar uma geladeira antiga só pela economia?

Em aparelhos com mais de dez ou quinze anos, muitas vezes vale. A diferença de eficiência entre gerações é grande e a economia mensal ajuda a pagar a troca.

A cozinha quente aumenta o consumo?

Aumenta. O aparelho troca calor com o ambiente, então instalação ao lado do fogão ou exposta ao sol eleva o gasto de forma perceptível.

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