20/01/2026
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Operação digital desarticula crime em agência bancária de Palmeira

Operação Digital Fantasma Combate Fraude Bancária no Rio Grande do Sul

Na manhã de terça-feira, 20 de outubro, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul lançou a Operação Digital Fantasma. A ação tem como objetivo desmantelar uma associação criminosa que atuava dentro de uma grande agência bancária localizada em Palmeira das Missões.

Até agora, três mandados de prisão preventiva foram cumpridos, visando garantir a ordem pública e econômica. Além disso, a operação incluiu medidas de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e outros ativos financeiros. Entre os detidos estão o gerente-geral da agência, sua esposa e um caixa do banco.

O grupo criminoso, que inclui o gerente-geral, um operador de sistema e seus familiares, é acusado de promover fraudes que ultrapassaram R$ 2,4 milhões.

Métodos Usados pelo Criminoso

A abordagem do grupo para fraudar o sistema bancário foi complexa e abusou da confiança que os clientes depositavam no banco. Entre os métodos utilizados, estão:

  1. Seleção de Alvos: O grupo monitora contas inativas de clientes vulneráveis, como idosos entre 81 e 96 anos e até pessoas falecidas.

  2. Fraude Biométrica: Para burlar as medidas de segurança, o operador do sistema usava sua própria digital nos leitores biométricos, registrando os clientes como “analfabetos”. Isso justificava a falta de uma assinatura física e permitia realizar transações apenas com a biometria do funcionário.

  3. Fabricação de Renda: O gerente alterava os cadastros das vítimas, atribuindo-lhes rendas fictícias altíssimas, que chegavam a R$ 2,5 milhões, para aumentar artificialmente seus scores de crédito.

  4. Concessão e Desvio: Com os créditos aprovados, o grupo realizava empréstimos pessoais elevados, sem garantias reais.

  5. Saque e Ocultação: Para evitar a detecção, os saques eram feitos em dinheiro vivo. A esposa do gerente, por exemplo, sacou mais de R$ 1,4 milhão em numerário, utilizando disfarces para evitar reconhecimento pelas câmeras de segurança.

Investigação

A investigação começou após a Polícia Civil detectar discrepâncias nos créditos da agência. Com o auxílio de inteligência cibernética e análise de dados, os policiais conseguiram mapear a estrutura do grupo. O gerente era considerado o mentor das fraudes, enquanto outros funcionários e familiares cuidavam da execução e da logística. Constata-se que o grupo chegou a usar contas de pessoas já falecidas para movimentar os valores ilícitos.

Ação Policial

O nome “Digital Fantasma” reflete a técnica utilizada, onde a biometria dos funcionários era empregada para acessar as contas dos clientes idosos. A operação foi realizada de forma urgente, devido à possibilidade do retorno do líder do grupo às suas funções no banco, o que poderia comprometer a coleta de provas e a segurança de testemunhas.

A Polícia Civil reafirma seu compromisso em investigar de forma aprofundada crimes que envolvem organizações criminosas, buscando responsabilizar todos os envolvidos e combater a prática delitiva de forma eficiente.

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