13/05/2026
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OpenAI propõe órgão global para regular IA, como agência atômica

OpenAI propõe órgão global para regular IA, como agência atômica

A OpenAI defende a criação de um órgão mundial para regular a inteligência artificial. O diretor de Assuntos Globais da empresa, Chris Lehane, apoiou uma regulação global durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (13).

Lehane citou a Agência Internacional de Energia Atômica como um exemplo de governança a ser seguido. A declaração ocorreu quando o executivo respondeu a uma pergunta sobre o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

Segundo Lehane, a inteligência artificial supera questões comerciais convencionais. “A IA, em algum nível, transcende muitos dos problemas predominantes ou tradicionais relacionados ao comércio”, disse ele. O executivo sugeriu que os Estados Unidos poderiam liderar essa nova instituição.

Lehane propôs que o Centro de Padrões e Inovação em IA, do governo americano, seja conectado a outros centros de regulação pelo mundo. A OpenAI já se posicionou a favor de um órgão regulador global em outras ocasiões. A criadora do ChatGPT tem reforçado a necessidade de regras internacionais para acompanhar o avanço tecnológico.

O CEO da companhia, Sam Altman, classificou a medida como urgente no início do ano. O executivo fez a defesa da regulação mundial da inteligência artificial em fevereiro.

Regulação de tecnologia no Brasil

No Brasil, o debate sobre a regulação de plataformas digitais também avança. O Projeto de Lei 2630, em tramitação no Congresso Nacional, propõe regras para o combate à desinformação e à disseminação de conteúdos ilegais na internet. A proposta, conhecida como PL das Fake News, prevê a criação de uma entidade responsável por fiscalizar o cumprimento das normas por parte das grandes empresas de tecnologia.

O texto estabelece mecanismos de transparência sobre o uso de algoritmos e a veiculação de anúncios. A medida busca responsabilizar as plataformas pela propagação de conteúdos criminosos, como discursos de ódio e notícias falsas. A discussão ocorre em meio a pressões de diferentes setores da sociedade e do governo federal.

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