O sonho de duplicar a BR-381, que liga Belo Horizonte a Vitória, recebeu um novo impulso com o anúncio do ministro dos Transportes, Renan Filho. Essa rodovia é considerada essencial por mineiros e capixabas, mas desde a sua inauguração nos anos 70, muitos projetos e promessas de melhorias foram feitos e não cumpridos.
Inicialmente, a pavimentação da BR-381 era vista como um grande passo para o desenvolvimento econômico da região do Vale do Rio Doce, com Ipatinga recebendo destaque. No entanto, logo se percebeu que a estrada precisava de mais investimentos. O tráfego intenso de caminhões e veículos pesados levou a rodovia a ser apelidada de “Rodovia da Morte”, devido aos muitos acidentes registrados ao longo dos anos. Promessas de duplicação foram feitas, mas nunca se concretizaram, mesmo após a privatização da estrada, que também não resolveu os problemas existentes.
Agora, o governo federal tomou a responsabilidade de executar as obras, começando pelo trecho mais crítico, que se estende de Belo Horizonte até Caeté e João Monlevade. O novo anúncio aponta que as obras de duplicação devem ser reiniciadas em março, começando pelo segmento entre Ravena e Caeté. Esse projeto inclui um trecho de 32 quilômetros que se inicia a partir do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, identificado como o de maior risco em termos de segurança.
Entretanto, há preocupações sobre o andamento das desapropriações necessárias, já que algumas áreas ao redor do Anel estão ocupadas irregularmente há décadas. Isso pode atrasar o progresso das obras.
A expectativa é de que as promessas se concretizem e, finalmente, a segurança na BR-381 melhore. Contudo, a comunidade local ainda vive com a realidade de acidentes constantes e impactos negativos nos negócios da região. O Vale do Rio Doce, com seu potencial econômico, aguarda mudanças que parecem estar sempre adiadas, enquanto a população se sente como espectadora de uma situação que já se arrasta por tempo demais.
