A Fronteira-Noroeste do Rio Grande do Sul, que inclui cidades como Santa Rosa e Três de Maio, apresentou um crescimento notável nas vendas industriais em 2025. A região registrou um aumento de 20% no volume financeiro, com o valor das transações subindo de R$ 11,6 bilhões para mais de R$ 14 bilhões, em comparação ao ano anterior. Com mais de 9 mil estabelecimentos industriais, essa área se destacou no cenário econômico do estado.
A região das Missões também teve um desempenho positivo, com um crescimento de 12%, enquanto as regiões Celeiro e Campos de Cima da Serra mostraram aumento de 11% nas vendas industriais. Outras áreas industrialmente relevantes, como o Norte e a Produção, também apresentaram resultados animadores, ambos com um crescimento de 8%.
Por outro lado, algumas regiões enfrentaram dificuldades. O Vale do Jaguari registrou uma queda de 14% nas vendas, e a Fronteira-Oeste sofreu uma retração de 13%. Outras áreas relevantes, como a Serra Gaúcha e a Região Metropolitana Delta do Jacuí (que inclui Porto Alegre), também vivenciaram quedas, com diminuições de 3% e 4%, respectivamente.
Os dados foram coletados pela Secretaria da Fazenda, por meio da Receita Estadual, e se baseiam nos documentos fiscais relacionados ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Esses indicadores fazem parte do “Boletim Econômico-Tributário”, publicado recentemente.
### Setores em Destaque
O crescimento da indústria de insumos agropecuários foi um dos principais fatores que impulsionaram as vendas em 2025, com um aumento de 11% em comparação a 2024. O volume de transações nesse setor passou de R$ 25,8 bilhões para R$ 28,8 bilhões. O setor alimentício também se destacou, com um crescimento de 8%, elevando suas vendas de R$ 18,1 bilhões para R$ 19,5 bilhões.
Embora as vendas totais da indústria tenham mostrado uma leve queda de 1% em relação a 2024, outros segmentos ainda conseguiram registrar aumentos. Os setores de eletroeletrônicos, plásticos, têxteis e vestuário, químico e tabacos mostraram altas variando entre 1% e 4%.
Por outro lado, os setores que enfrentaram as maiores dificuldades incluíram o de papel, que teve uma queda de 8%, e o setor coureiro-calçadista, com retração de 7%. Outros segmentos, como móveis e pneumáticos, também registraram quedas significativas. Setores importantes, como metalomecânico e combustíveis, tiveram uma leve diminuição de 1%.
Essas informações indicam um panorama misto para a indústria gaúcha, refletindo tanto as potencialidades quanto os desafios enfrentados pelas diferentes regiões e setores.
