domingo, 30 de novembro de 2025
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Inadimplência condominial no RS atinge maior média de 2023

EM 25 DE NOVEMBRO DE 2025, ÀS 08:15

Aumento da Inadimplência de Condomínios no Rio Grande do Sul em Setembro

A taxa de inadimplência em condomínios no Rio Grande do Sul alcançou 7,22% em setembro, o maior índice do ano. Em agosto, a taxa era de 5,53%, o que representa um aumento de 1,69 ponto percentual. Comparando com o mesmo mês do ano passado, quando a inadimplência era de 5,11%, o crescimento foi de 2,11 pontos percentuais. Apesar desse aumento, a taxa no estado continua abaixo da média nacional, que é de 6,80%.

Nos últimos 12 meses, setembro se destacou como o mês com maior inadimplência no Rio Grande do Sul, enquanto dezembro de 2024 registrou o menor percentual, com 5,08%. No cenário nacional, o pico de inadimplência foi em junho de 2025, com 7,19%, e o mínimo também ocorreu em dezembro.

O aumento da inadimplência em setembro é atribuído a fatores econômicos como inflação alta e juros elevados, que diminuem o poder de compra da população. Esses elementos forçam os moradores a priorizarem o pagamento de despesas mais urgentes, como aluguel, cartões de crédito e empréstimos, em detrimento da taxa condominial, segundo especialistas do setor.

Analisando as regiões do país, o Norte apresentou a maior taxa de inadimplência, com 9,63%, seguido pelo Nordeste, com 7,02%, e Sudeste, com 6,69%. O Centro-Oeste registrou 6,55%, e a região Sul teve a menor média, com 5,72%. Entre agosto e setembro, a inadimplência no Norte aumentou significativamente.

Os dados que fundamentam o índice são coletados a partir de cerca de 100 mil condomínios em todas as regiões do país, abrangendo mais de 6,3 milhões de boletos relacionados a propriedades que estão com pagamento atrasado há mais de 90 dias. Essa base de dados é anonimizável, garantindo a privacidade das informações.

Segmentação por Faixa de Valor

As taxas de condomínio foram categorizadas em alta, média e baixa, com condomínios abaixo de R$ 500 considerados de baixa, e acima de R$ 1.000 como alta. As inadimplências seguem essa hierarquia: os condomínios de taxa baixa possuem as maiores taxas de inadimplência, seguidos pelos de taxa média e, por último, os de taxa alta.

Em setembro, os condomínios com taxas de até R$ 500 registraram 11,46% de inadimplência, um aumento de 1,37 ponto percentual em relação a agosto. Para condomínios entre R$ 500 e R$ 1.000, a taxa de inadimplência foi de 7,16%. Já os condomínios com taxas acima de R$ 1.000 apresentaram uma inadimplência de 5,14%. Os números refletem a maior inadimplência desde abril deste ano, com uma diferença de 6,3 pontos percentuais entre as faixas.

Entre julho e setembro, a taxa média de condomínio no país foi de R$ 841,23. O Norte foi a região com as maiores taxas, alcançando R$ 900,51, seguido pelo Nordeste, com R$ 895,58, e o Sudeste, com R$ 863,21. No Centro-Oeste, a média foi de R$ 738,73, enquanto no Sul ficou em R$ 665,54.

Em relação ao salário mínimo atual, de R$ 1.518, a taxa média de condomínio equivale a cerca de 60% do salário no Norte e Nordeste, aproximadamente 57% no Sudeste, 48% no Centro-Oeste e 44% no Sul. A média nacional representa 55% do salário mínimo.

A inadimplência nas taxas condominiais pode trazer problemas para moradores e para os próprios condomínios. Os moradores correm o risco de perder seus imóveis em casos de dívidas não pagas, enquanto os condomínios enfrentam dificuldades na gestão financeira, o que afeta manutenções e melhorias nas estruturas.

Uma solução para lidar com a inadimplência é o produto “Inadimplência Zero”, oferecido por uma empresa do setor. Essa ferramenta garante que o condomínio receba as taxas mesmo em casos de inadimplência por parte dos moradores. Assim, é possível manter o fluxo de caixa e viabilizar obras e reformas, proporcionando mais tranquilidade na gestão condominial.

Além disso, as empresas buscam alternativas para que os moradores possam regularizar suas pendências financeiras, assegurando um ambiente mais estável e funcional para todos.

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