Carlos Lampe, goleiro da seleção boliviana, vive a expectativa de disputar uma Copa do Mundo. Aos 39 anos, ele é o jogador com mais partidas pelo país, somando 64 jogos.
Com quatro Copas Américas no currículo e 48 partidas na Libertadores, Lampe enfrentou diversos times brasileiros. Agora, sua atenção está voltada para a repescagem, onde a Bolívia enfrentará Suriname e Iraque por uma vaga no Mundial de 2026.
— Todos estão com muitas expectativas. Minha esposa e minha filha virão (para o México). Uma das minhas filhas, porque as outras vão ficar. A verdade é que todos estão com expectativas, com muita animação de cumprir esse sonho. Vamos tentar fazer com que isso seja possível, disse Lampe.
Para ele, a vasta experiência no futebol sul-americano, incluindo duelos contra clubes como Flamengo e Palmeiras, é um trunfo. Ele destacou a dificuldade de enfrentar equipes brasileiras, que possuem elencos fortes e o objetivo de conquistar títulos.
O goleiro também mencionou o fator altitude como uma vantagem para sua equipe no Bolívar, time pelo qual joga. O estilo agressivo e o ritmo acelerado em La Paz, a mais de 3.600 metros, são pontos explorados.
Lampe acredita que a paixão característica do futebol sul-americano e o apoio dos torcedores bolivianos no México podem fazer a diferença. No entanto, ele alerta para a força dos adversários na repescagem.
— Vejo muito equilíbrio. Porque eles (Suriname) também estão nacionalizando jogadores de primeiro nível, três que jogam em ligas muito boas. Mas no campo vai ser muito duro, avaliou.
Se a Bolívia se classificar, poderá contar com o atacante Marcelo Moreno, que saiu da aposentadoria e busca retornar à seleção. Lampe vê possibilidade nisso, desde que o jogador mantenha a forma.
Outro nome-chave para a campanha é o técnico Óscar Villegas. Ele assumiu a seleção em 2024 e conduziu a equipe a importantes vitórias nas Eliminatórias, incluindo um triunfo sobre o Brasil, que emocionou Lampe.
O goleiro destacou a mudança de ambiente promovida pelo novo treinador, que deu chances a jogadores mais jovens e tirou parte da pressão sobre o grupo. Isso foi importante para a reação da equipe na competição.
O sonho de Lampe é claro: repetir o feito da seleção boliviana de 1994, a última a disputar uma Copa do Mundo, e fazer história com seu país.
— A única coisa que passa em minha cabeça é fechar uma etapa na seleção jogando um Mundial. Acredito que fazer história de verdade, é isso que passa em minha cabeça, finalizou o veterano goleiro.
