01/02/2026
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Enchentes em rios da Serra podem se agravar nas próximas décadas

Estudo aponta aumento de enchentes na Serra gaúcha

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), alerta para o risco de enchentes mais severas na região da Serra nos próximos anos. De acordo com as projeções, uma nova chuva intensa pode elevar a vazão dos rios em até 20%, o que significa que o nível das águas poderia subir cerca de três metros em relação ao que foi observado no ano passado.

O estudo, que abrange dados coletados desde 1900 até 2024, revela que as mudanças climáticas têm impactado significativamente o clima gaúcho. Nos últimos dez anos, houve um aumento nas precipitações que supera as variações observadas em décadas anteriores. As previsões indicam que, enquanto a região Norte do país deverá enfrentar períodos de seca mais frequentes, o Sul sofrerá com chuvas intensificadas e alagamentos.

O professor Rodrigo Cauduro Dias de Paiva, um dos organizadores do estudo, destacou a seriedade da situação: “Na Serra, uma cheia potencializada pode atingir áreas muito maiores e causar danos ainda mais severos do que os registrados no último ano.” Este cenário exige uma reavaliação das estratégias de gestão de recursos hídricos e infraestrutura.

O relatório aponta a necessidade de adaptação em várias áreas, como transporte, geração de energia hídrica e sistemas de abastecimento de água. Para isso, foram sugeridas diversas medidas:

  • Incorporar flexibilidade e revisões constantes nas políticas de recursos hídricos.
  • Treinar profissionais, tanto do setor público quanto privado, para enfrentar riscos climáticos.
  • Estabelecer planos de contingência e sistemas de alerta rápido para eventos extremos.
  • Modernizar infraestruturas, como barragens e sistemas de adução, com foco em cenários climáticos futuros.
  • Ampliar infraestrutura verde, como matas ciliares e jardins de chuva.

O professor Paiva alerta que a implementação dessas medidas devem ser consideradas e planejadas, mesmo com as incertezas existentes em relação aos eventos climáticos. A previsibilidade das chuvas intensas é complexa, com variações que podem trazer tanto cheias quanto estiagens. Portanto, a segurança da população deve ser prioridade, e o uso adequado dos recursos disponíveis é fundamental.

O estudo completo traz detalhes sobre essas recomendações e está disponível para consulta.

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