01/02/2026
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Dez anos de evolução dos ídolos musicais

Desde os anos 1980, as novelas da Globo têm sido fundamentais na formação da teledramaturgia brasileira e na construção do que o público considera um galã. Ao longo de mais de quatro décadas, diversos atores se destacaram, trazendo charme e talento, e muitos se tornaram verdadeiros ícones, conquistando o coração dos telespectadores.

Na década de 1980, surgiu o galã clássico, caracterizado por seu jeito sedutor e romântico. Nessa época, Fábio Jr. ganhou notoriedade em novelas como “Pai Herói” e “Água Viva”, com um estilo que cativou muitos fãs. Outro nome marcante foi Lauro Corona, que brilhou em produções como “Baila Comigo” e “Direito de Amar”, deixando uma forte impressão com seu carisma. Marcos Paulo também se destacou, com sua elegância em novelas como “Vamp” e “Sinhá Moça”, enquanto Tarcísio Meira, que já era um consagrado desde os anos 60, continuou a ser um grande nome na década, com papéis em “Pátria Minha” e outras tramas.

Na década de 1990, o perfil dos galãs começou a evoluir. Os personagens ganharam mais complexidade e uma estética mais ousada, refletindo mudanças sociais. Reynaldo Gianecchini, que ganhou reconhecimento no início dos anos 2000, começou a se destacar no final dos anos 90, associado não apenas à moda, mas também a um jeito carismático. Eduardo Moscovis se tornou conhecido por seus papéis em “Por Amor” e “O Cravo e a Rosa”, enquanto Marcelo Novaes trouxe um tom irreverente ao seu personagem em “Quatro por Quatro”. Murilo Benício, revelado em “Fera Ferida”, se destacou pela versatilidade de seus papéis.

Nos anos 2000, a vulnerabilidade e a profundidade emocional se tornaram características dos galãs, seguindo mudanças nas expectativas do público. Thiago Lacerda, que se destacou em “Terra Nostra”, tornou-se um dos maiores galãs da época, misturando força e sensibilidade. Márcio Garcia brilhou em “América” e outras produções, e Henri Castelli em “Belíssima” também trouxe um olhar moderno e atlético. Ricardo Pereira, um ator português, conquistou o público brasileiro em “Como uma Onda” e “Negócio da China”, trazendo uma nova abordagem aos personagens.

Na década seguinte, novos galãs emergiram, refletindo uma diversidade maior e novas masculinidades. Chay Suede, com papéis em “Império” e “Novo Mundo”, e Cauã Reymond, conhecido por “Avenida Brasil” e “A Regra do Jogo”, se tornaram nomes de destaque entre os galãs jovens. Rafael Cardoso variou entre personagens românticos e dramáticos em “Além do Tempo” e “Espelho da Vida”. Domingos Montagner, que brilhou em “Velho Chico”, apresentou um perfil de galã mais atípico, com uma mistura de força e sensibilidade.

Na era do streaming, novas definições de galã continuam a surgir. Rômulo Arantes Neto destacou-se em papéis que vão de vilões sedutores a mocinhos apaixonados. Humberto Carrão se estabeleceu como um galã sensível e realista, enquanto Gabriel Leone se tornou um nome em ascensão, brilhando tanto na televisão quanto no cinema.

A figura do galã evoluiu significativamente. Hoje, a pressão para ser perfeito diminuiu, e o que realmente cativa o público é a capacidade de retratar emoções verdadeiras e complexas. A cada geração, novos atores com estilos diferentes surgem, provando que a beleza e o carisma podem se manifestar de várias formas. Acompanhar essas mudanças e as novas histórias que surgem nas telas é um convite para descobrir o que há de mais atual na teledramaturgia.

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