O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) paulistano recuou 0,4% em maio, para 120,6 pontos, ante 121,1 pontos em abril. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Na comparação com o mesmo mês de 2025, o indicador avançou 7,9%. A escala do ICC vai de zero, que representa pessimismo total, a 200 pontos, que indicam otimismo total. O limite entre os dois cenários é de 100 pontos.
De acordo com a FecomercioSP, o resultado de maio reflete o ambiente econômico atual. Entre os fatores que pressionam o índice está a taxa básica de juros (Selic), em 14,5% ao ano. Isso torna o crédito mais caro e dificulta compras parceladas e financiadas.
Por outro lado, a entidade cita o novo Desenrola Brasil como um elemento positivo. O programa oferece descontos de até 90% em dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Em nota, a FecomercioSP afirmou que o programa pode melhorar a percepção futura das famílias sobre a reorganização financeira. No entanto, os efeitos concretos sobre o consumo devem ser graduais. Eles dependem da adesão efetiva, das condições oferecidas pelas instituições financeiras e da real capacidade familiar de pagamento.
Inflação e mercado de trabalho
Outro fator que impacta a confiança do consumidor é a inflação. Dados recentes mostram que os preços dos alimentos e dos transportes continuam pressionando o orçamento das famílias. Apesar disso, o mercado de trabalho na capital paulista apresenta leve melhora, com aumento na geração de empregos formais nos últimos meses.
Especialistas apontam que a combinação de juros altos e inflação persistente reduz o poder de compra. Isso explica, em parte, a queda no índice de confiança registrada em maio. A expectativa é que o cenário econômico permaneça desafiador no curto prazo.
