domingo, 11 de janeiro de 2026
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Ciclone extratropical atinge 18 municípios do Rio Grande do Sul

EM 11 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 20:43

Entre a sexta-feira, 9 de janeiro, e o sábado, 10 de janeiro, um ciclone extratropical atingiu o Sul do país, causando danos em 18 municípios do Rio Grande do Sul. O balanço, divulgado pela Defesa Civil do estado, foi feito no domingo, 11 de janeiro. As tempestades e ventos fortes afetaram tanto o interior quanto áreas da Região Metropolitana de Porto Alegre.

As autoridades informaram que, apesar dos estragos, não foram registrados desalojados ou feridos. No entanto, diversas cidades enfrentaram problemas como alagamentos, quedas de árvores e destelhamentos de casas.

No último alerta da Defesa Civil, emitido no domingo, era informado um alto risco de instabilidades climáticas, com previsão de chuvas, ventos, e possível granizo, principalmente no litoral norte do estado. O aviso ficou em vigor até as 18h.

### Danos causados pelo ciclone

Em Cruzeiro do Sul, muitas residências ficaram com telhados danificados, situação que se repetiu em Caçapava do Sul. Fortaleza dos Valos também sofreu com os ventos, que causaram estragos em galpões e moradias.

Na cidade de Itaara, uma árvore caiu sobre a BR-158, interrompendo o tráfego entre o município e Santa Maria. Em Santa Maria, os danos não se limitaram apenas a casas, mas também incluíram várias árvores derrubadas. A cidade de São Pedro do Sul registrou uma casa atingida por uma árvore, resultando em danos no telhado, enquanto em São Vicente do Sul as estruturas de algumas residências foram comprometidas.

Em Lagoa Vermelha, uma casa também sofreu danos, e Soledade relataram prejuízos similares, além de quedas de árvores. Vila Maria registrou destelhamentos e a obstrução de estradas por galhos, resultando ainda em interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos em cabos de telecomunicações. Em Não-Me-Toque, árvores caíram em áreas urbanas.

Mato Leitão contabilizou danos parciais nos telhados de três casas, e uma outra residência ficou com o telhado totalmente destruído. Em Minas do Leão, cinco imóveis foram alagados, enquanto dois apresentaram danos no telhado e houve quedas de postes. Pantano Grande também relatou problemas, como danos nos telhados de duas residências.

Parobé foi uma das cidades mais afetadas, com o ciclone derrubando árvores e danificando telhados de cerca de 30 casas. Em Rio Pardo, duas residências sofreram danos, e Venâncio Aires registrou a queda de três árvores em áreas urbanas e prejuízos em quatro casas. Lajeado também teve suas redes de árvores comprometidas.

### O que são ciclones

Os ciclones extratropicais são os mais comuns no Brasil e se formam em latitudes médias, entre 30° e 60°, geralmente associados a frentes frias, possuindo núcleo frio. Já os ciclones tropicais, conhecidos como furacões em outras regiões, são mais intensos e se formam sobre oceanos próximos ao Equador, tendo núcleo quente. Há ainda os ciclones subtropicais, que são uma combinação dos dois anteriores, frequentemente vistos no litoral do Sudeste brasileiro.

### Alertas meteorológicos

No dia 9 de janeiro, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, indicando grande perigo de tempestades. As previsões indicavam chuvas superiores a 60 mm/h e ventos que poderiam alcançar 100 km/h, além da possibilidade de granizo. Em alguns locais, como em Venâncio Aires, a previsão se concretizou, resultando em queda de granizo.

Em Santa Catarina, havia previsões de tempestades em todas as regiões, com a expectativa de chuvas intensas em Florianópolis e outras áreas. No Paraná, o alerta foi semelhante, abrangendo todo o estado, especialmente na Grande Curitiba e regiões do Sul e Oeste.

Atualmente, o Rio Grande do Sul continua sob um aviso de vendaval e acumulado de chuvas, embora em alerta amarelo, que indica um perigo potencial. Espera-se que o ciclone se afaste do litoral brasileiro nos próximos dias.

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