11/05/2026
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China pede estabilidade global antes de cúpula com Trump

China pede estabilidade global antes de cúpula com Trump

A China pediu mais estabilidade nas relações internacionais antes de receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para uma cúpula de três dias com Xi Jinping. A declaração foi feita pelo governo chinês nesta segunda-feira (11).

A visita está marcada de quarta a sexta-feira. Inicialmente prevista para o final de março, foi adiada por causa da guerra no Oriente Médio.

Esta é a primeira vez desde 2017, durante o primeiro mandato de Trump, que um presidente americano visita a China. Joe Biden, seu sucessor, não foi ao país asiático em quatro anos de governo.

As relações comerciais devem dominar as negociações. O ano foi marcado por confrontos com tarifas e restrições. Antes da cúpula, negociadores dos dois países, o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e o secretário do Tesouro dos EUA Scott Bessent, devem se reunir em Seul.

Em outubro, Xi e Trump concordaram com uma trégua temporária na guerra comercial. Eles podem estendê-la durante a visita. Além do comércio, a crise no Oriente Médio, que começou com o ataque de Israel e dos EUA ao Irã em 28 de fevereiro, será outro tema.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que o país quer trabalhar com os EUA em pé de igualdade, com respeito e interesses mútuos, para trazer mais estabilidade a um mundo instável.

A China é diretamente afetada pela guerra e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do gás e petróleo do mundo. Trump chega à China na noite de quarta-feira, segundo Anna Kelly, porta-voz adjunta do governo americano.

Na quinta-feira, haverá cerimônia de boas-vindas e reunião bilateral com Xi Jinping em Pequim, visita ao Templo do Céu à tarde e banquete de Estado à noite. Na sexta, os líderes terão um chá bilateral e almoço de trabalho antes de Trump voltar a Washington.

A China é parceira econômica e política do Irã e principal importadora de seu petróleo. Mais da metade das importações chinesas de petróleo por via marítima vem do Oriente Médio e passa pelo Estreito de Gibraltar, segundo a Kpler.

O país, dependente do comércio internacional, já sente os efeitos da guerra, mas parece mais preparado que vizinhos. Especialistas dizem que Xi Jinping chega à cúpula em posição de força, enquanto Trump lida com o conflito no Oriente Médio e pressão das eleições de meio de mandato em novembro.

Desde o início da guerra, Pequim moderou críticas aos EUA e apoio ao Irã. Guo Jiakun disse que a China terá papel positivo na crise. O Departamento de Estado dos EUA anunciou sanções contra três empresas na China por fornecerem imagens de satélite ao Irã. A China rejeita as sanções, chamando-as de ilegais.

O Departamento do Tesouro dos EUA também sancionou empresas na China e em Hong Kong por suposto fornecimento de armas ao Irã. Analistas duvidam que Pequim ceda à pressão americana e acreditam que a China buscará conquistas concretas, mesmo mínimas, como nas tarifas.

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