17/01/2026
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Brigada Militar terá câmeras corporais no interior do RS em 2026

A Brigada Militar está planejando expandir o uso de câmeras corporais para policiais em cidades do interior do estado, com a previsão de início em 2026. Atualmente, essas câmeras estão em uso apenas na Região Metropolitana, onde têm sido implementadas desde 2024.

Uma das primeiras cidades do interior a receber essas câmeras será Pelotas, que se tornou o foco após um incidente trágico ocorrido no dia 15 de setembro, quando um agricultor foi morto em um confronto com a polícia. No entanto, a Brigada Militar afirmou que esse incidente não alterou os planos já existentes para a expansão do uso das câmeras.

Além de Pelotas, outras cidades que devem receber os dispositivos incluem:

– Bagé
– Bento Gonçalves
– Canoas
– Caxias do Sul
– Erechim
– Novo Hamburgo
– Passo Fundo
– Rio Grande
– Santa Cruz do Sul
– Santa Maria
– São Leopoldo
– Sapucaia do Sul
– Uruguaiana

Para a aquisição das câmeras, está programado um investimento de R$ 24,1 milhões, proveniente de um convênio entre o governo do estado e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, assinado em dezembro de 2025. O projeto envolve a compra de 1.745 câmeras, que serão distribuídas proporcionalmente às unidades policiais nas cidades com mais de 100 mil habitantes. O objetivo é que todos os policiais em serviço nessas localidades utilizem as câmeras.

O custo mensal de manutenção de cada câmera é estimado em R$ 589, totalizando R$ 8,8 milhões por ano. A implantação das câmeras vai além da mera compra dos equipamentos. Ela requer também soluções de conectividade, armazenamento seguro de dados, treinamento para os policiais, gestão de imagens, suporte técnico e governança.

Na cidade de Porto Alegre, já foram instaladas mil câmeras entre setembro e dezembro de 2024. Outras cidades vizinhas, como Cachoeirinha, Alvorada, Gravataí e Viamão, também receberam um total de 250 câmeras, com a instalação dessas sendo concluída até o dia 20 de setembro.

Recentemente, o comandante-geral da Brigada Militar, Cláudio dos Santos Feoli, comentou sobre a possibilidade de novos investimentos em tecnologia de segurança. Ele ressaltou que a escolha de onde instalar as câmeras se baseia na quantidade de ocorrências e confrontos registrados nas regiões. A continuidade desse projeto, no entanto, dependerá da disponibilidade orçamentária, especialmente em um cenário econômico desafiador.

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