30/04/2026
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Alerj aprova restrição do Rioprevidência a bancos federais

Alerj aprova restrição do Rioprevidência a bancos federais

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira (29), em segunda discussão, um projeto de lei que restringe os investimentos do Fundo Único de Previdência Social do Estado (Rioprevidência) a instituições financeiras públicas federais.

De autoria dos deputados Luiz Paulo (PSD) e Guilherme Delaroli (PL), a proposta altera a Lei 3.189/99. O objetivo é reforçar a segurança na gestão dos recursos previdenciários. O texto segue agora para o governo estadual, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

A nova redação determina que a política de investimentos priorize a segurança dos ativos. As aplicações serão restritas a bancos estatais federais. A medida visa reduzir riscos de mercado e proteger o patrimônio dos servidores públicos e inativos do Rio de Janeiro.

O Rioprevidência será obrigado a emitir relatórios semestrais detalhados. Esses relatórios devem estar disponíveis em seu site e conter o Plano Anual de Investimentos, a identificação das instituições e fundos receptores com nomes e CNPJs, os valores aplicados e as respectivas remunerações, além de demonstrativos dos custos de gestão, incluindo taxas de administração, performance e custódia.

Operações que ultrapassem limites ou critérios definidos em regulamento exigirão parecer técnico formal da área competente. Também será necessária aprovação expressa do Conselho de Administração, registrada em ata, e divulgação resumida no site da autarquia.

“Com essa mudança pretendemos assegurar maior estabilidade e proteção aos recursos públicos, especialmente por se tratar de valores destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões”, afirmou Delaroli.

Luiz Paulo destacou a necessidade de equilibrar segurança e rentabilidade. Ele priorizou práticas que preservem o interesse público e a sustentabilidade do sistema previdenciário estadual. “A expectativa é de que a medida reduza riscos associados a oscilações do mercado e aumente a previsibilidade na gestão dos recursos”, explicou.

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