Um grave acidente de trânsito na BR-116, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, resultou na morte de 11 pessoas. O incidente ocorreu por volta das 11h20 da última sexta-feira (2) e envolveu um ônibus e um caminhão carregado de areia, que colidiu de frente com o coletivo.
As autoridades identificaram as vítimas, sendo cinco mulheres e seis homens, com idades entre 34 e 85 anos. A maioria das pessoas faleceu no ônibus da empresa Santa Silvana, que seguia de Pelotas para São Lourenço do Sul. Dos mortos, cinco eram da cidade de São Lourenço do Sul, três eram de Pelotas, e havia ainda uma vítima de Bagé, outra de Candiota e uma de Oriximiná, no Pará.
O motorista do caminhão, de 25 anos, sobreviveu ao acidente e não apresentava sinais de intoxicação alcoólica, conforme o teste do bafômetro. Além das 11 mortes, 11 passageiros do ônibus ficaram feridos. Oito deles já receberam alta médica na manhã seguinte ao acidente, e cinco pessoas, que estavam no ônibus, ficaram ilesas.
A lista das vítimas falecidas inclui:
– Carlos Roberto Blank, 34 anos (motorista do ônibus)
– Luis Fernando Pinto Ramson, 47 anos (passageiro)
– Paulo Lages da Silva, 61 anos (passageiro)
– Dalvino Frank, 73 anos (passageiro)
– Luiz Anselmo da Silva, 57 anos (cobrador do ônibus)
– Neisa Jovelina Fernandes Ribeiro, 77 anos (passageira)
– Galileu da Silva Ribeiro, 70 anos (passageiro)
– Jaqueline dos Santos Duarte, 47 anos (passageira)
– Aida Weber, 72 anos (passageira)
– Daizi Moraes Jalil Isa, 85 anos (passageira)
– Vera Regina Foster de Souza, 52 anos (passageira)
As imagens capturadas por uma câmera de segurança mostraram que uma fila de veículos se formou na rodovia, e o caminhão não conseguiu frear a tempo. Para evitar uma colisão traseira, o motorista fez uma manobra para a pista contrária, atingindo o ônibus.
As operações de resgate se prolongaram durante a tarde, com parte da carga de areia entrando no ônibus e soterrando os passageiros. A busca pelo último sobrevivente, que ficou preso por cerca de cinco horas, foi concluída por volta das 16h30.
O local do acidente passou por investigação e a pista foi desobstruída somente 11 horas após a colisão. A Polícia Civil está analisando os laudos do Instituto Geral de Perícias e da Polícia Rodoviária Federal, que serão essenciais para entender como o acidente aconteceu.