20/01/2026
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Tabaco deve impulsionar indústria gaúcha com acordo Mercosul-UE

O acordo de parceria entre o Mercosul e a União Europeia, assinado no último sábado, dia 17, no Paraguai, deve trazer mudanças significativas para a indústria do Rio Grande do Sul. O destaque vai para o setor do tabaco, que é esperado como o principal beneficiário desse tratado. Essa avaliação parte do Sistema FIERGS, que considera o acordo um passo importante para o aumento do comércio exterior e a inserção da indústria gaúcha no cenário internacional.

De acordo com estimativas da Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS, as exportações industriais do Rio Grande do Sul para a União Europeia podem aumentar em cerca de US$ 801,3 milhões nos próximos 15 anos. Desse total, o setor do tabaco deve responder por um crescimento de aproximadamente US$ 410,5 milhões, ou seja, mais da metade do aumento previsto para a Indústria de Transformação do Estado.

Além do tabaco, outros setores também devem se beneficiar com a abertura gradual do mercado europeu. Espera-se que produtos químicos tenham um incremento de US$ 138,3 milhões nas exportações, seguidos pelo setor de couro e calçados com US$ 84,3 milhões, alimentos com US$ 63,8 milhões e celulose e papel com US$ 7,4 milhões. O protagonismo do tabaco destaca a tradição desse setor nas exportações do estado e sua importância para a balança comercial local.

Cláudio Bier, presidente da FIERGS, ressaltou que a assinatura do acordo, que levou mais de 25 anos de negociações, é um momento decisivo para a economia da região. Ele acredita que o aumento das exportações vai gerar mais investimentos, parcerias internacionais e joint ventures, o que fortalecerá a posição do Rio Grande do Sul e do Brasil nas cadeias globais de valor.

Os impactos positivos do acordo também devem ser sentidos no mercado de trabalho e na economia como um todo. A FIERGS calcula que o crescimento nas vendas industriais poderá levar à criação de cerca de 31 mil novos empregos formais na Indústria de Transformação do Rio Grande do Sul ao longo dos próximos 15 anos. Em termos macroeconômicos, o acordo pode aumentar o PIB do estado em torno de 4,6%, o que representa um acréscimo de cerca de R$ 31 bilhões no período.

Esses resultados reforçam a importância do acordo para o futuro da indústria gaúcha e o fortalecimento da economia regional.

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