A Brigada Militar do Rio Grande do Sul afastou 18 policiais enquanto investiga a morte de um agricultor durante uma operação na zona rural de Pelotas. O incidente envolveu o agricultor Marcos Nornberg, de 48 anos, que foi morto com um disparo dentro de sua casa na madrugada de quinta-feira, dia 15. Segundo informações, o agricultor não teria obedecido a ordens dos policiais.
Nornberg, que era casado e pai de dois filhos, trabalhava como produtor de morangos na região da Estrada da Cascata. O velório ocorreu na sexta-feira, dia 16, em sua cidade.
A corregedoria-geral da Brigada Militar, que supervisiona a atuação da polícia no estado, informou que um inquérito foi aberto para investigar os detalhes do ocorrido. Os depoimentos dos familiares de Nornberg começarão a ser colhidos na próxima segunda-feira, dia 19. Depois disso, os policiais envolvidos na ação serão ouvidos.
O governador do estado, Eduardo Leite, declarou que lamenta a morte do agricultor e enviou solidariedade à família. Ele garantiu que o estado realizará uma apuração rigorosa para identificar falhas e revisar os procedimentos adotados.
A operação em que Nornberg foi abordado estava relacionada a um caso anterior, onde um caseiro foi mantido como refém por 36 horas e tiveram três veículos e um reboque roubados em Pelotas. As informações que levaram os policiais à casa do agricultor foram passadas pela Polícia Militar do Paraná.
Dois homens suspeitos do roubo foram detidos pela polícia paranaense um dia antes da operação em Pelotas. A Brigada Militar afirmou que a casa de Nornberg era considerada um local de suspeita para armazenamento de armas e veículos roubados.
Durante a abordagem, os policiais alegaram que encontraram Nornberg armado. Ele não teria seguido as ordens para se render e teria disparado contra a equipe policial, que revidou, resultando em sua morte. Na casa dele, foram apreendidos uma carabina semiautomática, R$ 27 mil em dinheiro e uma quantia em dólares.
Além do inquérito militar focado na conduta dos policiais, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul também está investigando as circunstâncias da morte e o planejamento da operação. O delegado interino, Cesar Nogueira, destacou a importância de entender a informação que levou à ação policial. A PM do Paraná, por sua vez, informou que os dados compartilhados eram provenientes do serviço de inteligência de Guaíra e ressaltou que cada instituição é responsável pelo manejo da informação e pela execução das ações policiais.
