Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, conhecido como Maneco, faleceu neste sábado, dia 10, aos 92 anos. Ele foi um grande nome da teledramaturgia brasileira, conhecido por criar novelas icônicas como “Páginas da Vida” e “Por Amor”. A produtora Boa Palavra, que detém os direitos autorais de suas obras, confirmou a notícia em um comunicado triste.
Maneco nasceu em 14 de março de 1933, na cidade de São Paulo. Sua carreira começou cedo, em 1950, quando atuou no teatro. Apenas dois anos depois, ele escreveu sua primeira novela, “Helena”, na TV Paulista, que mais tarde se tornaria a TV Globo. Ao longo de sua carreira, passou por várias emissoras, incluindo TV Tupi, Record, Manchete e Band, contribuindo com novelas, minisséries e até direção de programas.
Ele alcançou reconhecimento nacional principalmente por seu trabalho na TV Globo. A primeira novela que escreveu para a emissora foi “Maria, Maria”, exibida em 1978, no horário das 18h. Em 1980, Maneco começou a trabalhar na faixa das 20h, um horário considerado nobre, e foi coautor de “Água Viva”, que se tornou um grande sucesso. Nos anos seguintes, ele continuou a emplacar sucessos, com novelas como “Baila Comigo” em 1981 e “Sol de Verão” em 1982.
Ao longo das décadas, Maneco permaneceu próximo à Globo e escreveu várias outras novelas de sucesso. Algumas de suas obras famosas incluem “Felicidade” (1991-1992), “Por Amor” (1997-1998), “Laços de Família” (2000-2001), “Mulheres Apaixonadas” (2003), “Páginas da Vida” (2006-2007), “Viver a Vida” (2009-2010) e sua última novela, “Em Família”, que foi ao ar até 2014.
Além de seu trabalho em novelas, Manoel Carlos também se destacou na criação de séries. Ele é lembrado pela aclamada “Malu Mulher”, exibida entre 1979 e 1980, e também escreveu “Presença de Anita” em 2001 e “Maysa: Quando Fala o Coração” em 2009.
As histórias de Maneco frequentemente tinham como protagonistas mulheres fortes, e muitos de seus enredos giravam em torno de temas familiares. Embora fosse paulistano, ele fez uso do Rio de Janeiro como cenário em suas tramas, o que contribuiu para a rica tapeçaria da televisão brasileira. Sua contribuição imensurável à cultura nacional deixou um legado que será lembrado por gerações.