sábado, 10 de janeiro de 2026
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Rio Grande do Sul tem recorde de transplantes de órgãos em 2025

EM 9 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 07:13

O Rio Grande do Sul teve um aumento significativo no número de transplantes realizados em 2025, alcançando 2.446 procedimentos no total. Esse valor representa um crescimento de 8% em relação a 2024, quando foram feitos 2.257 transplantes. Esse é o melhor resultado registrado nos últimos quatro anos, mostrando uma tendência de crescimento na quantidade de transplantes no estado.

Analisando os números dos últimos anos, em 2023 foram realizados 2.258 transplantes, apenas um a mais que em 2024. Em 2022, o total foi de 1.897 transplantes. A Central de Transplantes da Secretaria Estadual da Saúde (SES) informou que os tipos de transplantes realizados em 2025 foram variados: 582 de rins, 129 de fígado, 32 de coração, 35 de pulmão, 1.024 de córneas, 235 de ossos, 32 de pele, 282 de medula óssea e 95 de esclera, um tecido que reveste o olho. No total, foram 1.668 transplantes de tecidos e 778 de órgãos sólidos, posicionando o estado em terceiro lugar no país no que diz respeito a transplantes de rim, atrás de São Paulo e Minas Gerais.

Os dados sobre doação também são relevantes, com 840 notificações de possíveis doadores. Destas, 717 foram considerados elegíveis e 276 tornaram-se doadores efetivos. Entre as 180 pessoas que receberam órgãos, 60% eram homens e a maioria tinha entre 50 e 64 anos.

Apesar do aumento nas doações, o coordenador adjunto da Central de Transplantes, James Cassiano, enfatizou a importância da conscientização sobre a doação de órgãos. Ele destacou que é essencial que as pessoas conversem com suas famílias sobre essa decisão, pois a autorização final para a doação deve vir da família.

O processo de doação de órgãos no Brasil funciona da seguinte forma: após a confirmação da morte de um paciente, a equipe médica comunica a família e explica o procedimento de doação. Caso a família autorize, os órgãos são avaliados e enviados para os receptores que estão na lista de espera.

A legislação brasileira determina que apenas a família pode autorizar a doação em casos de morte encefálica. Além de órgãos como coração, fígado, pulmões, intestino, pâncreas e rins, também é possível doar medula óssea e tecidos como córneas, pele, ossos e válvulas cardíacas. A sensibilização da população sobre a importância da doação pode ajudar a aumentar ainda mais o número de doações e, consequentemente, salvar vidas.

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