O cultivo de oliveiras no Rio Grande do Sul tem mostrado resultados promissores, especialmente nas regiões de Pelotas e Bagé. O clima quente e seco das últimas semanas, junto a um inverno favorável, tem beneficiado os pomares, que estão em excelente estado vegetativo e com uma boa quantidade de frutos.
### Desenvolvimento em Pelotas
Na região de Pelotas, os olivais estão em fase de crescimento, com frutos apresentando diferentes estágios de maturação, dependendo da variedade cultivada. Os técnicos destacam que as condições fitossanitárias são muito boas, com um baixo índice de pragas e doenças até este momento da safra.
### Avanços em Bagé
Em Bagé e nas cidades vizinhas, os olivais também estão em evolução, com foco na fase de endurecimento do caroço, que é crucial para a produção. Os produtores locais estão realizando aplicações preventivas de fungicidas, especialmente nas áreas afetadas por antracnose, que teve alta nos meses anteriores. Isso é importante para proteger os frutos e garantir uma colheita com qualidade e produtividade.
### Manejo e Monitoramento
O monitoramento da lagarta-da-oliveira permanece ativo na região, mas até agora, as ocorrências têm sido baixas. Os técnicos também estão promovendo adubações foliares com potássio, uma prática importante para atender à necessidade nutricional das plantas durante a formação dos frutos. No geral, o potencial produtivo dos pomares é considerado satisfatório, exceto em áreas que sofreram danos por deriva de herbicidas hormonais, o que pode afetar a frutificação.
### Eventos de Capacitação
Entre os dias 3 e 6 de dezembro, a olivicultura do Rio Grande do Sul ganhou destaque com o Seminário Binacional de Olivicultura do Bioma Pampa. O evento uniu o 6º Encontro Estadual de Olivicultura e o 1º Simpósio Nacional de Olivoturismo, atraindo um grande público, que incluiu produtores, técnicos e pesquisadores. A programação teve painéis técnicos, visitas a pomares, a inauguração de um lagar, além de minicursos sobre degustação e harmonização de azeites. Essas atividades reforçam o intercâmbio de conhecimento e ajudam a valorizar o azeite nacional.
